quarta-feira, 3 de junho de 2015

UM EXEMPLO A SER SEGUIDO - Católicos e muçulmanos fazem ato pela paz no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha

Grupo de quase 40 senegaleses foi caminhando ao santuário, em Farroupilha

Católicos e muçulmanos fazem ato pela paz no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha Jonas Ramos/Agencia RBS
Depois de mais de três horas de caminhada, o grupo dançou e cantouFoto: Jonas Ramos / Agencia RBS
Suelen Mapelli/ Rádio Gaúcha Serra
O ato do início da tarde deste domingo marcou a história desses 136 anos da romaria ao santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. Um grupo de cerca de 40 imigrantes seguiu a pé de Caxias do Sul ao santuário. Parte do grupo saiu do centro de Caxias às 9h.

Assista a um vídeo dos senegaleses em Caravaggio:



O objetivo da caminhada desse grupo de imigrantes, que são muçulmanos, foi justamente mostrar que as religiões conseguem andar unidas. Eles carregavam um grande cartaz escrito 'Paz' em português e em árabe. Tudo a ver com o lema da romaria deste ano 'Não tenhais medo, anunciai a Paz'.

Na chegada ao santuário, depois de mais de três horas de caminhada, o grupo dançou e cantou. Eles foram recebidos pelo reitor do santuário, padre Gilnei Fronza. Na recepção, o padre agradeceu à comunidade senegalesa e falou da paz entre as religiões.

— Obrigado ao povo do Senegal por nos irmanar na caminhada pela paz. As religiões precisam se sustentar na paz — destacou o padre.

O presidente da Associação dos Imigrantes Senegaleses de Caxias, Aboulahat Ndiaye, 24 anos, o Billy, enfatizou que os muçulmanos que pregam a paz são os verdadeiros muçulmanos.

— A paz existe na nossa bíblia — afirmou Billy.

Depois, o grupo entregou rosas brancas aos romeiros. A primeira pessoa a receber a rosa foi a irmã Maria do Carmo Gonçalves, que é a coordenadora do Centro de Atendimento ao Migrante de Caxias.

A maioria dos integrantes do grupo de senegaleses que seguiu a pé a Caravaggio nesta terça já está estabelecida em Caxias, e, por isso, já conhece a cultura da região, como a romaria. Porém, no grupo estavam os cinco senegaleses que chegaram na madrugada desta terça a Caxias vindos de Florianópolis (SC).  

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RELIGIÃO NÃO FOI FEITA PARA DISCUTIR E SIM PARA COMENTAR. - Este ex- missionário me chamou à tenção. Ex-pastor protestante explica a fórmula que usava para enganar católicos

Ex-pastor protestante explica a fórmula que usava para enganar católicos

Eu era protestante durante vinte anos antes de me converter ao catolicismo.

Eu fiz muitas pessoas deixarem a Igreja Católica. Minha fórmula para os católicos deixarem a Igreja em geral era composta de três etapas.

Passo 1: Convidar os católicos a terem uma experiência de conversão em um ambiente protestante.

Muitas igrejas fundamentalistas, evangélicos e carismáticos têm programas dinâmicos para os jovens, intensos ofícios religiosos toda quarta-feira e domingo à tarde e pequenos grupos  de estudos bíblicos. Além disso, eles patrocinam cruzadas, seminários e concertos especiais. Os católicos, convidados por um amigo protestante, podem assistir a um ou mais desses eventos sem deixarem sua participação nas missas de domingo em sua paróquia local.
A maioria da doutrina protestante é simples, se arrependerem de seus pecados e seguir a Cristo na fé. Além disso, salientam a importância de uma relação pessoal com Jesus ea recompensa da vida eterna. A maioria dos católicos que frequenta estes eventos não está acostumada a ouvir tais desafios diretos a abandonar o pecado e seguir a Cristo. Consequentemente, muitos católicos experimentam uma verdadeira conversão.
Isto é, devemos louvar o fervor protestante, colocando para promover conversões.
Os líderes católicos devem aumentar as oportunidades para as pessoas  terem um ambiente católico.
A razão é simples: há cerca de cinco em cada dez pessoas adotam as crenças na qual experimentou sua conversão. Esta percentagem é ainda maior para aqueles com conversões profundas ou experiências carismáticas graças aos protestantes. (Acredite em mim, eu sei muito bem, me formei em uma escola da Assembléia de Deus e fui ministro da juventude em duas igrejas carismáticas).
Pastores, líderes da juventude, e ministros leigos estão bem cientes de que as experiências de conversão em ambientes protestantes muitas vezes causam a adesão a fé ea igreja protestante.
Questões importantes:
Por que existem tantos líderes católicos que não têm conhecimento disto?
Por que são tão indiferentes a um processo que tirou centenas de milhares de católicos da Igreja?

Passo 2: “Dê a conversão a uma interpretação protestante”.

A conversão  genuína é uma das experiências de vida mais preciosas, comparável ao casamento ou o nascimento de uma criança. A conversão desperta uma fome profunda de Deus. Os ministros protestantes eficazes treinam seus trabalhadores para que deem segumento a  esse vivo desejo espiritual.
Antes de uma cruzada em um estádio, ele capacita seus trabalhadores por  seis semanas. Ele mostra como apresentar uma interpretação protestante da experiência de conversão fazendo uso seletivo de versículos da Bíblia.
A citação escolhida, é claro, João 3.3, o verso sobre “nascer de novo”: “. Jesus lhe respondeu: Eu lhe asseguro, se alguém não nascer de novo, não poderá  ver o reino de Deus”.
Ele está usando a técnica semelhante a “touch and go” que é usada em treinamento de pilotos para pousos e decolagens. Jogamos João 3,3 brevemente para mostrar que era necessário nascer de novo para a vida eterna. Logo a conversão era descrita em termos de nascer de novo. Fazíamos uma abordagem rápida antes de ler João 3.5 que enfatiza a necessidade de nascer da água e do Espírito.
Eu nunca disse a eles que por 20 séculos as Igrejas ortodoxas e católicas, ecoando os ensinamentos unânimes dos Padres da Igreja, entendia esta passagem  como  referência ao sacramento do batismo! E, obviamente, nunca dizia a citação de Tito 3.5 (“Nos salvou … pela regeneração pelo batismo e renovação pelo do Espírito Santo”) como referência paralela à João 3: 5.
Na minha experiência como um protestante, todos os católicos que tiveram uma conversão em um ambiente protestante não tinham firme conhecimento da fé católica.
Em vinte anos de ministério protestante, eu nunca conheci um católico que sabia que João 3: 3-8 descreve o sacramento do batismo. Não foi muito difícil convencê-los que ignoraram os sacramentos e ao mesmomtempo a igreja que os enfatizavam.
O livro de Provérbios diz:
“Quem advoga sua causa, por primeiro, parece ter razão; sobrevém a parte adversa, que examina a fundo “(18:17).
Católicos que não têm uma base bíblica para as suas crenças nunca ouvem o resto da história. Meu uso seletivo da escritura fazia parecer que a  perspectiva protestante tinha todas as luzes seguras. Ao longo do tempo, esta abordagem unilateral das escrituras fazia os católicos rejeitarem sua fé católica.

Passo 3: “Acusar a Igreja Católica de negar a salvação pela graça.”

Os católicos geralmente consideram que os protestantes que fazem  proselitismo são intolerantes. Isto é injusto e impreciso; uma profunda caridade vigoriza seu fervor equivocado.
Só havia uma razão que me fazia levar  que os católicos deixassem a sua Igreja; pensava que estavam indo para o inferno. Eu pensava que a Igreja Católica negava a salvação pela graça; Eu sabia que qualquer um que acreditava nisso não ganharia o Céu.
Eu usei Efésios 2,8-9 para convencer os católicos, que era essencial para deixar a Igreja:“Porque fostes salvos pela graça mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; Não vem das obras, para que ninguém se glorie. “
Primeiro, dizia “a Bíblia indica que a salvação é pela graça e não pelas obras. Certo? ” A resposta foi sempre sim.
Então dizia “a Igreja Católica ensina que a salvação é pelas obras. Certo? ” (Eu nunca conheci um católico que não dissesse sim. Absolutamente todos os católicos que conheci durante meus 20 anos de ministério confirmou minha ideia errada de que o catolicismo ensinava que a salvação era pelas obras e não pela graça).
Finalmente, lhes dizia “a Igreja Católica está sendo fiel ao inferno quando eles negam que a salvação é pela graça. Melhor parte de uma igreja que ensina o que é o verdadeiro caminho para o céu “.
Como também fazia uma rápida revisão do livro de Efésios, eu raramente citava versículo 10 que diz:
“Com efeito, somos obras sua criados em Cristo Jesus para as boas obras, que Deus de antemão preparou para que nós praticássemos.”
Preste muita atenção ao Evangelho que pregam nos estádios, na televisão e no rádio.Nove em cada dez vezes enfatizam Efésios 2,8-9, mas nunca mencionam o versículo
“Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus.
Não provém das obras, para que ninguém se glorie.
Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos.
O Catolicismo ensina e acredita na mensagem completa de Efésios 2, 8-10, sem equívocos ou cerceando a verdade.
Por vinte séculos da Igreja Católica fielmente ensinou que a salvação é pela graça.
Pedro, o primeiro Papa disse:
“Mas nós acreditamos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus” (Atos 15, 11).
O Catecismo da Igreja Católica, totalmente endossado pelo Papa João Paulo II, diz: “Nossa justificação vem da graça de Deus” (No. 1996).
O protestantismo começou quando Martinho Lutero declarou que somos justificados (feitos justos) pela fé. Quando tratava para que os católicos deixassem a Igreja, eu não me dava conta que Martinho Lutero acrescentou a palavra “somente” à sua tradução de Romanos 3:28 para  provar sua doutrina. (A palavra “apenas” não é encontrada em qualquer tradução contemporânea protestante em inglês de Romanos 3, 28).
Eu não percebi que o único lugar na Bíblia que a menção de “fé somente” no contexto da salvação é em São Tiago 2,24, onde a idéia de somente fé é explicitamente refutada:
“Você vê como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.”
Este versículo era perturbador, mas eu o ignorei ou deturpei  para significar outra coisa que o versículo e seu contexto claramente ensina.
Steve Wood
 

Quem é Steve Wood?
Ex-diretor do Instituto Bíblico da Flórida, ex-pastor de uma igreja evangélica interdenominacional. Ele também estava servindo em Costa Mesa na Igreja Evangélica “El Calvario” ao fazer os seus estudos em um instituto da Assembléias de Deus. Ele trabalhou em projetos de evangelização da juventude; Foi líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou o Instituto de estudo bíblico para adultos. Em seguida, fez estudos de pós-graduação no famoso Seminário Evangélico de Teologia de Massachusetts Gordon-Conwell.
Entre outras coisas em seu testemunho de conversão Steve diz: “Quanto mais eu estudava os primeiros séculos da igreja primitiva  mais eu percebia que se assemelhava a Igreja Católica. Estudar mais os “primeiros padres da Igreja” e examinar mais a Bíblia. Mas houve uma confusão em mim. Para piorar as coisas, eu descobri que dois dos meus colegas do seminário mais inteligentes e anti-católicos começaram também a pensar em se tornarem católicos. “Um dia, quando estava pregando” , continuou Steve dizendo:” Eu senti o Senhor me dizendo: “Agora ou nunca”. Se no meio de tudo isso eu dava um passo à fé eu reconhecia a verdade que eu ia perder tudo.Perder o meu emprego como pastor, eu não poderia sustentar a minha família, era a minha carreira e meu chamado. Eu tinha passado 20 anos me preparando para ser um ministro protestante e Deus me disse :. Faça isso agora … e eu fiz ”
“Pedi desculpas à minha congregação reunida. Os líderes “anciãos” me seguiu. Eu lhes disse que não podia continuar enganando a mim mesmo. Minha peregrinação à Igreja que Cristo fundou: A Católica, já tinha começado. Então: eu orei mais, estudei mais, conheci a plenitude e cheguei. A plenitude de um relacionamento pessoal com Cristo é ter uma relação pessoal também com o corpo de Cristo, a Sua Igreja (1 Cor 12) Católica.

AS VEZES AGENTE FALA ABSURDOS, SEM TER A CERTEZA DA REALIDADE. EU JÁ ANDEI PERTO DESTE ABISMO MAIS DEUS NÃO DEIXOU - Após perder bens, filho de Eike usou antidepressivo

Filho de Eike investe em energético que dobra a intensidade do orgasmo: "meu pai já experimentou", disse



Thor Batista foi entrevistado pela revista GQ e falou sobre o uso de antidepressivos, a tentativa de mudar sua imagem – atrelada aos músculos, luxo e mulheres –  e também a respeito da imagem que tem do pai, o empresário Eike Batista.
 Foto: Stefano Martini / Divulgação

Aos 23 anos, ele relembrou a dificuldade de ver a empresa da família, a OGX, começar a perder ações, em 2013. "Foi literalmente o pior ano da minha vida. Antidepressivo, remédio pra dormir, tarja preta...", contou. “Em alguns sábados a gente recebia executivos, em outros a gente ficava sozinho, comendo cachorro-quente", acrescentou.
Thor afirmou que o pai o escuta quando o assunto são os negócios, mas que o trata como funcionário normal. "Certa vez, a gente estava no telefone, eu dei minha sugestão sobre a estratégia de um ativo. Aí ele respondeu: 'não, Thor! Porra! Só tem músculo aí?'. Ele fala assim comigo."
Segundo o jovem, o nome "Thor" acabou norteando sua busca por um corpo mais forte. "Eu sempre fui um Thor magrinho e numa fase da adolescência, com 16, 17 anos, me olhei no espelho e pensei: 'não dá pra ser um Thor magrelo, né?'. Pesava 70 quilos. Comecei a fazer bastante exercício, puxar peso, ler muito sobre bioquímica, e hoje sou um Thor de 100 quilos. Agora condiz com meu físico."
Agora, ele pretende seguir a trilha do pai no caminho do empreendedorismo. A nova aposta do empresário é um energético que prolonga o orgasmo. "O bom da minha fórmula é que ela dispensaria o uso do álcool e não teria todos os malefícios que outros produtos trazem, além da impossibilidade de dirigir. Você pode tomar e dirigir", disse. "O efeito dura cinco horas, é bem bacana. Meu pai já experimentou", completou.
No início deste ano, o filho de Eike foi absolvido pelo atropelamento que causou a morte do ciclista Wanderson dos Santos, em março de 2013. Na ocasião, ele dirigia em alta velocidade e a vítima estava alcoolizada, de acordo com o inquérito.
 Foto: William Oda / AgNews
Foto: William Oda / AgNews
 Foto: Fábio Moreno / AgNews

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Blog do Raimundo Aguiar: Gusttavo Lima pelado e vice-Miss de topless: veja ...

Blog do Raimundo Aguiar: Gusttavo Lima pelado e vice-Miss de topless: veja ...: A dica da semana dos famosos foi não usar roupa. Circularam na web fotos de Gusttavo Lima e Rafael Vitti, de  Malhação, mostrando muito mai...

Gusttavo Lima pelado e vice-Miss de topless: veja micos Foto de cantor sertanejo nadando ao natural caiu na net no fim de semana, enquanto vice-Miss Amazonas mostrou demais

A dica da semana dos famosos foi não usar roupa. Circularam na web fotos de Gusttavo Lima e Rafael Vitti, de Malhação,mostrando muito mais do que estamos acostumados.
O cantor sertanejo apareceu sem nada em uma foto que faz sucesso na internet desde quinta-feira (28). Nela, Gusttavo está nadando pelado no mar. Não se sabe exatamente de quando é o registro, mas isso não importa para se tornar um mico, não é?
 Foto: Twitter / Reprodução
Gusttavo Lima surgiu pelado em foto que vazou na web
Foto: Twitter / Reprodução
Já Rafael postou uma selfie no banheiro sem camisa e na maior sensualidade no snapchat. A rede social deleta fotos quase que instantaneamente, mas não tão rápido para impedir os internautas de tirar aquele print esperto. Melhor fingir que nada aconteceu, né? Pois foi exatamente isso que Vitti fez.
 Foto: Twitter / Reprodução
Rafael Vitti apareceu sensualizando na web
Foto: Twitter / Reprodução
Lembra da vice-Miss Amazonas que arrancou a coroa da campeã do concurso em janeiro? Pois então. Sheislane Hayalla fazia um ensaio sensual na orla da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, sem se incomodar com a presença dos paparazzi. "Acidentalmente", em uma foto de topless, a vice-campeã deixou os seios à mostra, e "rapidamente" cobriu as partes para não ser clicada.
 Foto: Dilson Silva / AgNews
Vice Miss Amazonas fez ensaio sensual no Rio de Janeiro
Foto: Dilson Silva / AgNews
 Foto: Dilson Silva / AgNews
Vice Miss Amazonas fez ensaio sensual no Rio de Janeiro

O DUELO RELIGIOSO - Católico e protestante debatem em avião.Em voo rumo ao Rio, um jovem católico se assenta ao lado de um senhor protestante. Não demora muito para que os dois, respeitosamente, entrem em choque.

Em um voo para o Rio de Janeiro, um jovem católico se assenta ao lado de um senhor protestante. Ambos estão vestidos simples e modestamente: camisa por dentro da calça social e sapatos pretos. Trocam breves cumprimentos, afivelam seus cintos, enquanto os demais passageiros se aconchegam em suas poltronas. O piloto inicia os procedimentos para decolagem, e as aeromoças dão as instruções para a segurança dos tripulantes. "Desliguem todos os seus equipamentos eletrônicos; coloquem suas poltronas na posição vertical", pede uma delas, falando ao microfone. Sentindo que a aeronave já estava no ar, o rapaz católico traça o sinal da cruz, sob o olhar surpreso do senhor protestante.
— Você é católico? — pergunta o senhor, dando início a um colóquio sobre imagens, santos, Maria, celibato etc.
— Sim, sou — responde o jovem.
— Como vocês, católicos, podem adorar imagens, se no livro de Êxodo, capítulo 20, Deus o proíbe?
— Deus não proíbe as imagens, mas a idolatria. Em Êxodo, 25, duas páginas à frente do capítulo que o senhor mencionou, Deus pede a Moisés que faça duas imagens de Querubins para a Arca da Aliança. — E o católico prossegue: — Ora, Deus não é esclerosado. Nós, católicos, temos imagens como um ícone, um sinal que nos remete para os céus. Num tempo de tanto ateísmo, as imagens são muito importantes para nos lembrar da existência de Deus.
— Não concordo com isso — rebate o protestante —, assim como não concordo com o celibato dos padres. Pedro se casou, você sabia?
— Sim, mas Pedro, como vocês, protestantes, costumam dizer, não é o caminho, a verdade e a vida. Esse caminho é Jesus. E Ele não se casou. Os padres seguem o exemplo de Cristo.
— Mas, quanto a Maria — insiste o senhor —, Jesus disse que todo aquele que faz a vontade do Pai é seu irmão e sua mãe.
— Todos os anos, na festa da Apresentação de Nossa Senhora, a Igreja proclama justamente esse Evangelho, pois se trata de um elogio de Jesus a sua Mãe. Mais do que todos, Ela é a "bem-aventurada porque acreditou", a que realmente soube cumprir a vontade do Pai (cf. Lc 1, 45). Antes de ser Mãe de Jesus na carne, ela foi Mãe na fé. O Espírito Santo diz pela boca de Santa Isabel: "A que devo a honra de vir a mim a Mãe de meu Senhor?" (Lc 1, 43). Jesus não contradiz o Espírito Santo.
Ainda não satisfeito com as explicações do jovem, embora extremamente surpreendido com o conhecimento bíblico que ele demonstrara, o protestante acusa:
— Essa é a interpretação da sua Igreja. Infelizmente, a Bíblia pode ser interpretada de várias formas.
— Concordo com o senhor — torna a responder o católico, pronto para finalizar a disputatio —, mas a livre interpretação da Bíblia foi algo inventado por Martinho Lutero, o fundador da sua religião.Nós, católicos, seguimos a Tradição Apostólica. Cremos naquilo que os cristãos sempre acreditaram, não em fábulas de homens quaisquer.
A conversa estende-se por mais alguns minutos. Vendo a eloquência dos argumentos católicos, o protestante "baixa a guarda", por assim dizer, a fim de prestar atenção às palavras daquele jovem que demonstrava tanta convicção em sua fé, que falava com tanto amor da Virgem Maria, dos santos e, sobretudo, de Jesus Cristo. De repente, a Igreja Católica já não parecia o monstro pintado pelos pastores evangélicos. O debate agora era uma conversa entre aluno e catequista. O protestante queria conhecer aquela beleza escondida, o patrimônio cristão de séculos, amputado pela ruptura luterana.
De fato, no imaginário protestante comum, a Igreja Católica é, na melhor das hipóteses, uma Igreja como as demais, não a unica Christi Ecclesia, como reafirmou o Concílio Vaticano II [1]. Desde cedo, por causa de um proselitismo demasiado agressivo, muitos evangélicos são ensinados a considerar a religião católica uma seita, uma espécie de sincretismo pagão. Ademais, é-se criado um estereótipo. Por isso, certa feita, disse mui acertadamente o venerável Fulton Sheen: "Talvez não haja nos Estados Unidos uma centena de pessoas que odeiem a Igreja Católica; mas há milhões de pessoas que odeiam aquilo que erroneamente supõem ser a Igreja Católica." O senhor protestante odiava uma falsa Igreja Católica; odiava o espantalho, porque desconhecia o corpo verdadeiro. Posto, no entanto, diante da verdadeira fé cristã, não pôde senão exprimir sua perplexidade. O castelo de cartas havia ruído. Embaraçado com a descoberta, o senhor protestante questiona o jovem católico:
— Vejo que você é um rapaz que ama a Jesus Cristo, que dedica sua vida à Igreja. Você é diferente da maioria dos católicos que conheci. Gostaria de entender, então, por que grande parte dos católicos são relaxados. Digo, por que vão à missa mal vestidos, as mulheres com decotes e minissaias, os rapazes com bermudas ou as calças caídas, se lá está presente Jesus, como você me explicou? Nós, protestantes, sempre vamos ao culto com boas roupas, bem vestidos, pois queremos entregar nosso melhor para Deus. Por que essa diferença?
Silêncio na aeronave. Agora era a vez do jovem católico abaixar a cabeça em sinal de lamentação. Que poderia responder ele? Que poderia dizer em favor de seus irmãos católicos? Acaso não era verdade — para nossa vergonha — o que o senhor protestante observara?
— Os doze apóstolos — respondeu o jovem, depois de pensar um pouco — testemunharam por três anos a pregação, os milagres e, principalmente, o amor de Cristo pelo homem. Na cruz, no entanto, restaram umas poucas mulheres e apenas um apóstolo. Um discípulo o traiu, outro ainda o negou, e os nove demais se esconderam por medo… A Igreja de ontem se parece muito com a Igreja de hoje. É forçoso reconhecer, mas, mesmo nos maus exemplos, ela é apostólica.
O diálogo entre esses dois personagens elucida muito bem a situação em que muitos cristãos, sejam católicos, sejam protestantes, se encontram hoje. Já falamos, ao menos um pouco, das razões que levam os evangélicos a se afastarem do catolicismo. A propaganda hostil contra a Igreja, com base na famosa falácia do espantalho — isto é, a criação de uma caricatura para substituir o que é original —, é uma delas. Mas seria bastante desonesto culpar somente o proselitismo pela evasão de fiéis. Na história do cristianismo, o contra-testemunho sempre foi uma pedra de tropeço. É preciso, por isso, um mea culpa.
Existe uma tendência dentro da Igreja, hoje em dia, de se reduzir a espiritualidade a alguns chavões bonitos, mas vazios. Certa filosofia da calça jeans, por exemplo, tem feito muitos confundirem a Celebração da Santa Missa com a barraca de peixe da feira. Vai-se à Eucaristia como se se tratasse de algo qualquer, sem o devido decoro ou a mínima reverência. Jovens que rezam e zelam pela casa de Deus são achincalhados e segregados em suas comunidades. Performances de dança e peças de teatro encenadas na frente do Santíssimo, ao contrário, são consideradas expressões da universalidade. Um jovem de roupa social é "careta", outro, mostrando a roupa de baixo, é "descolado". A lista de contradições é comprida e cansativa. Sem mais delongas, recordemos o que São Paulo insistentemente ensinava: "Os que exercem bem o ministério, recebem uma posição de estima e muita liberdade para falar da fé em Cristo Jesus" (1 Tm 3, 13). Nada mais que o óbvio. Se os ateus, os agnósticos, os protestantes etc. não enxergarem a piedade e o zelo dos católicos pelo bem mais sublime da fé, como poderão crer?
Falta formação. Apascentar as ovelhas de Cristo com a ciência e a doutrina (cf. Jr 3, 15). Lembrar-se de que além de mãe, a Igreja é mestra. Mater et Magistra, como dizia São João XXIII. Os maus exemplos visíveis em tantas comunidades são, na sua maioria, decorrentes da falta de conhecimento. Seria simples farisaísmo responsabilizar o laicato por tais abusos, quando muitos deles são feitos com a reta intenção de agradar a Deus. Não, a responsabilidade é de outro departamento. É serviço do clero ensinar a fé e a moral, segundo a Tradição. É serviço dos padres abrir os tesouros da Igreja para todos. Quem tem acesso a esse conteúdo, por conseguinte, não só muda de vida, como também contribui para o crescimento espiritual dos demais. Cria-se um círculo virtuoso. E ainda que custe o descanso e o tempo, só assim se formam "pastores com o 'cheiro das ovelhas', pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens" [2]. Vale recordar o que diz o Concílio Vaticano II, acerca da missão dos bispos:
"No exercício do seu múnus de ensinar, anunciem o Evangelho de Cristo aos homens, que é um dos principais deveres dos Bispos, chamando-os à fé com a fortaleza do Espírito ou confirmando-os na fé viva. Proponham-lhes na sua integridade o mistério de Cristo, isto é, aquelas verdades que não se podem ignorar sem ignorar o mesmo Cristo. E ensinem-lhes o caminho que Deus revelou para ser glorificado pelos homens e estes conseguirem a bem-aventurança eterna." [3]
Não se está exigindo — atentem-se — nem o uso de véus, nem de saias, nem a comunhão de joelhos, tampouco missas em latim. Essa não é a questão. Apenas se faz um chamado ao bom senso. Salta aos olhos a indiferença que dia sim, dia também, se faz presente em tantas paróquias. Em alguns casos, torna-se mesmo difícil distinguir entre uma matinée e uma Missa, dada a quantidade de pirotecnia, firulas e vestimentas, no mínimo, indecorosas presentes na celebração.
A Igreja Católica é a mais sublime de todas as instituições porque é a perpetuação da encarnação de Cristo na Terra. Mas, para um protestante acostumado a imaginar o espantalho construído por seu pregador, o mau exemplo de tantos católicos torna quase impossível o encontro dessa verdade. Para cada espantalho filosófico, há uma porção de espantalhos ambulantes.