terça-feira, 29 de março de 2016

'TESTEMUNHO" - Ex-pastor luterano: “por que estou me tornando católico…”

Eu era um escritor luterano; agora sou um escritor católico. Eis o porquê



Pope Francis celebrates the Chrism Mass for Holy Thursday on Mar
Durante trinta anos eu trabalhei como pastor luterano em função ministerial. E depois, por mais quatro anos, fui reitor do distrito da American Lutheran Church North.
Agora, estou prestes a me tornar católico, juntamente com minha esposa; eu pela primeira vez, e ela pela segunda.
Você pode culpá-la por minha conversão (embora eu pense nisso como uma transição natural, como você verá). Ela foi criada católica e tornou-se luterana. Seu pai foi criado luterano e tornou-se católico. A vida é estranha às vezes. Seu pai morreu há dois anos, e em vias de acompanhar aquele bom homem em sua batalha final contra a esclerose lateral amiotrófica, ela sentiu um puxão de volta à sua fé de infância.
Para minha surpresa – a dela também, eu acho – eu disse para irmos juntos. Na verdade, não era uma surpresa para mim. Desde o seminário, quando me envolvi nos documentos confessionais Luteranos do século XVI, fui me tornando progressivamente mais católico em meu pensamento. O que buscava na minha fé era uma densidade eclesial.
Mas não é somente pela decepção como luterano que estou me tornando católico. Há uma convicção por trás disso.
1) Alguns dos meus trabalhos no seminário, por volta do final de 1970, foram feitos no Pontifício Colégio Josephinum em Ohio. Eu tive aulas de Sacramentologia e Estudos Marianos, ministrados por dois jesuítas da velha escola. Encontrei-me em uma sala de aula, um luterano solitário, cercado por uma horda de seminaristas salesianos. Foi emocionante.
O que me impressionou foi o quão perto luteranos e católicos realmente estão em doutrinas básicas e nas respectivas formulações teológicas. Nós – romanos e luteranos – fazemos teologia da mesma forma, e, possivelmente, de uma maneira que ninguém mais faz. Prestamos muita atenção às nossas palavras. Cada palavra é pesada e comparada com palavras alternativas que possam ser usadas, mas apresentam menos precisão. Precisão na formulação, ao que parece, vai nos manter fora do inferno teológico, e se as palavras exatas não são exatamente palavras adequadas, bem, não duvido, todos nós estamos certamente condenados.
Quando você pensa sobre isso, é realmente uma abordagem muito charmosa. Isso também significa que, quando luteranos e católicos sentam juntos, eles têm uma linguagem comum e falando isso juntos muitas vezes resulta em coisas surpreendentes, como em 1999, com a doutrina da justificação.
No nível paroquial, não há confluência na forma como católicos e luteranos são. É aquela coisa da densidade eclesial que mencionei: os católicos têm, luteranos não.
2) Quando minha esposa disse que estava pensando em voltar para a Igreja Católica, eu comecei a pensar quão luterano eu ainda permanecia. Eu tinha a influência do Pe. Richard John Neuhaus. Eu era o seu sucessor na Forum Letter, uma publicação Luterana que ele editou por 16 anos. Em seus anos como padre católico, ele costumava me cutucar, volte para casa. A última correspondência que trocamos foi sobre o assunto. Após sua morte, fiquei várias noites sonhando que ele me perguntava por que eu não tinha feito isso. Esse senhor teve um profundo impacto em minha vida pastoral como luterano.
Quanto mais eu pensava sobre as coisas mais eu percebia que a maioria dos clérigos luteranos que eu mais admirava, um por um, partira para Roma. Parecia que eu conhecia muitos padres como pastores, e depois de um tempo, não poucos desses pastores se tornaram padres. Lá estava eu ​​na margem, dando adeus.
Por um curto período após a morte de Neuhaus eu ajudei a editar a revista que ele fundou, First Things. Embora não explicitamente católica, é geralmente considerada dessa forma. Durante os últimos seis anos, está chegando no sétimo, eu tenho sido um colunista regular no website; eu era um escritor luterano; agora eu sou um escritor católico.

Padres paraibanos lançam manifesto contra o ‘golpe’

  
PADRE_DJACY_BRASILEIRO (1)Um grupo de padres paraibanos, liderados por Djacy Brasileiro (foto), lançaram recentemente um manifesto contra o suposto golpe contra o PT e o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Além de Djacy, também assinam o documento: Antônio Maria, Alex Victor Cauchi, Waldemir Santana, Gedeon Oliveira, Hélio Rosa e Paulo Cabral.
No abaixo-assinado, os padres dizem que em comunhão com a CNBB (Conferncia Nocional dos Bispos do Brasil), dizem que defendem o estado democrático de direito.
“Petistas ou não, se forem corruptos precisam ser julgados e, se condenados, punidos. Contudo o que assistimos é uma execração pública e desrespeitosa dirigida a lideranças respeitadas internacionalmente e legitimamente eleitas pela maioria dos brasileiros, em oposição a corruptos publicamente comprovados que continuam blindados pela mesma força política e pelo aparato estatal que pede a punição antecipada de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousself”, diz a nota.
“O momento é grave e o problema é muito mais sério do que a maioria da população, informada apenas pela Rede Globo, consegue imaginar. A elite burguesa, branca e historicamente corrupta deste país não está preocupada em acabar com o instrumento que tão bem ela mesma criou para governar e manter-se no poder (a corrupção institucionalizada). Ela está desesperada frente a possibilidade de perder espaço de poder”, acrescenta.
Confira o manifesto na íntegra abaixo:
MANIFESTO DOS PADRES PARAIBANOS “CONTRA O GOLPE, A FAVOR E EM DEFESA DO ESTADO DE DIREITO E DEMOCRÁTICO”
Nós abaixo-assinado, e, em comunhão com a CNBB (Conferncia Nocional dos Bispos do Brasil), sacerdotes e servos do povo de Deus, na Arquidiocese da Paraíba, diante do momento histórico que estamos vivendo entendemos ser parte da nossa missão profética, um posicionamento claro e público a favor do direito democrático, da ordem social e política ameaçada surpreendentemente por autoridades e lideranças que têm o dever de defendê-la.
Lembramo-nos do canto do Pe. João Carlos que por tantos anos embalou a missão da igreja de base nos campos e periferias deste imenso país. Parece-nos que hoje, mais do que nunca ele é atual e precisa ser novamente cantado pelo povo de Deus, fortalecendo e renovando a mística em defesa da Vida, dos empobrecidos e injustiçados!
“Senhor, como vive esse povo sofredor,
Lutando pra afirmar o seu valor.
Quem devia governar se aproveitou,
Quem devia denunciar esmoreceu,
Quem devia reclamar se omitiu,
Quem devia censurar, abençoou…”(…)
Com este canto afirmamos nosso posicionamento contra toda a corrupção e exploração alimentadas pela lógica capitalista e neoliberal. Mas afirmamos que o justo enfrentamento e combate à corrupção não é celetista nem manipulável.
Quando acompanhamos a denúncia unilateral e personalista dos “corruptos petistas”, nos perguntamos pelos autores da histórica corrupção neste país. O engodo de que a corrupção tem CNPJ declarado, CPF e residência, é um engodo diante do qual não podemos nos calar.
Petistas ou não, se forem corruptos precisam ser julgados e, se condenados, punidos. Contudo o que assistimos é uma execração pública e desrespeitosa dirigida a lideranças respeitadas internacionalmente e legitimamente eleitas pela maioria dos brasileiros, em oposição a corruptos publicamente comprovados que continuam blindados pela mesma força política e pelo aparato estatal que pede a punição antecipada de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousself.
O momento é grave e o problema é muito mais sério do que a maioria da população, informada apenas pela Rede Globo, consegue imaginar. A elite burguesa, branca e historicamente corrupta deste país não está preocupada em acabar com o instrumento que tão bem ela mesma criou para governar e manter-se no poder (a corrupção institucionalizada). Ela está desesperada frente a possibilidade de perder espaço de poder.
Diante disso DENUNCIAMOS O GOLPE FASCISTA e ANUNCIAMOS NOSSO IRRESTRITO APOIO À LUTA E RESISTÊNCIA POPULAR, protagonizada pelos movimentos e organizações sociais populares, pelos sindicatos e partidos que historicamente sempre estiveram na defesa de um projeto popular neste país. Deste modo assinamos e assumimos nosso compromisso com o processo democrático Brasileiro:
Pe. Waldemir Santana.
Pe. Gedeon Oliveira.
Pe. Alex Victor Cauchi.
Pe. Hélio Rosa.
Pe. Paulo Cabral.
Escola de Fé e Política.
Pe. Djacy Brasileiro.
Pe. Antônio Maria.

domingo, 27 de março de 2016

AS AUTORIDADES ESTÃO VENDO ISSO? ACONTECEU COM O POLICIAL CIVIL QUE DENUNCIOU O AÉCIO NEVES

Lucas Arcanjo, policial que denunciou Aécio, é encontrado morto em BH; a versão oficial é de suicídio, mas não se descarta retaliação

publicado em 26 de março de 2016 às 18:47



Lucas Arcanjo na Corregedoria de Policia Civil de Minas Gerais, em 16 de outubro de 2014, quando foi depor. Na ocasião, fez denúncias ao senador Aécio Neves e aliados, como Antônio Anastasia e Clésio Andrade 
Aécio, Anastasia e Clésio
 Da Redação
Em 2014, o policial civil Lucas Gomes Arcanjo postou no Facebook com graves denúncias ao senador Aécio Neves, então candidato à Presidência da República pelo PSDB.
O vídeo viralizou na rede. Teve mais de um milhão de visualizações, além de 120 mil compartilhamentos
Neste sábado, 26 de março, Lucas Arcanjo foi encontrado morto em sua casa em Belo Horizonte (MG).
Segundo informações recebidas pelo site Debate Progressista, Arcanjo se enforcou utilizando uma gravata:
Como Lucas era muito conhecido pelas denúncias contra caciques tucanos em MG, a possibilidade de retaliação não é descartada.
O investigador já tinha sido vítima de 4 atentados em respostas às denúncias que fazia, uma delas o deixou com uma sequela na perna, Arcanjo andava com ajuda de uma bengala.
O Debate Progressista sente muito pelo ocorrido e expressa todo o sentimento de pesar para a família.
O deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) conheceu bem Lucas. Em sua página na rede social, ele postou a seguinte nota: morte de Lucas Arcanjo:
O Mandato Durval Ângelo lamenta profundamente a morte do policial civil e amigo Lucas Gomes Arcanjo, neste sábado (26), e se solidariza com toda a família e amigos.
Lucas foi um exemplo de coragem na luta pela ética, legalidade e moralidade no serviço público. Não se acovardou diante das ameaças e retaliações e enfrentou a cúpula do poder em Minas Gerais, durante a gestão do PSDB, para denunciar um esquema milionário de fraudes no Detran-MG. Por várias vezes, esteve na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas – quando presidida por este deputado – para relatar irregularidades, cuja apuração cobramos, insistentemente, dos órgãos competentes.
Por suas denúncias, foi punido e perseguido. Sofreu três atentados e após um deles, chegou a ficar meses na UTI. Ainda assim, nunca desistiu. Em outubro de 2014, postou no Facebook um video no qual descrevia o suposto esquema de desvio de recursos no Detran – e de outros órgãos públicos de Minas – para irrigar o Caixa 2 de campanhas tucanas. O video viralizou e, com mais de um milhão de visualizações e 120 mil compartilhamentos, contribuiu para a derrota do candidato à presidência Aécio Neves.
Sem dúvida, uma perda imensurável para todos os que lutam por uma sociedade mais justa, sobretudo, nestes tempos sombrios de atentado à democracia. Mas Lucas não se foi. Permanece vivo no exemplo que nos deixa como seu grande legado. É um dos imprescindíveis de que nos falava Bertolt Brecht em seu célebre poema…
“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.”
Em 16 de outubro de 2014, o repórter Caio Castor entrevistou o policial Lucas Arcanjo para oViomundo.
Naquele dia, o policial tinha sido ouvido na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte.
A Caio Castor, disse que descreveu a base das denúncias que fez na internet contra o ex-governador Aécio Neves e aliados.
No vídeo abaixo, ele resume algumas das acusações, dentre as quais o uso do Departamento de Trânsito (Detran) mineiro para lavar dinheiro e o uso de órgãos do governo de Minas para fazer caixa dois.
Abaixo, o último vídeo que Lucas Arcanjo postou. Foi ontem, sexta-feira 25, às 19h22. Gerson Carneiro nos enviou

sexta-feira, 25 de março de 2016

ADORAR OU VENERAR A SANTA CRUZ?

Fonte: www.veritatis.com.br

*A pergunta foi feita no site acima citado, na parte "Espaço do Leitor", e está transcrita na íntegra sem nenhuma alteração:

SAÚDE E PAZ! BENDITO SEJA NOSSO SENHOR JESUS POR EXISTIR FONTES COMPROMETIDAS COM A VERDADE. GOSTARIA DE PARABENIZAR TODA EQUIPE.QUE DEUS ABENÇOE O APOSTOLADO E MUTIPLIQUE ESTA INICIATIVA DE DEFENDER O QUE É VERDADEIRO. APROVEITO PARA PERGUNTAR PORQUE NA SEXTA FEIRA DA PAIXÃO É VEICULADO NA MÍDIA SECULAR CONVITE PARA CELEBRAÇÃO DE ADORAÇÃO A SANTA CRUZ;É OBVIO QUE TODOS SABEMOS QUE ADORAMOS SOMENTE O DEUS UNO-TRINO.OUTRA DÚVIDA É SOBRE OS DONS DO ESPÍRITO SANTO,PORQUE EM ALGUMAS CELEBRAÇÕES OBSERVAMOS QUE NÃO SE SEGUE AS ORIENTAÇÕES DO APOSTOLO PAULO NAS SAGRADAS ESCRITURAS SOBRE A ORDEM NO CULTO E MANIFESTAÇÕES DOS DONS.NÃO ENTENDO PORQUE A IGREJA NÃO ORIENTA DE FORMA BEM CLARA E COM BOA DIVULGAÇÃO SOBRE ASSUNTOS COMO ESTES.AGRADEÇO DESDE JÁ A ATENÇÃO DESTINADA.


Resposta, por Rafael Vitola Brodbeck

Caríssimo sr. Victor,

Obrigado pelos elogios. São mais frutos da sua caridade e da graça divina do que de nossos merecimentos.

Darei as duas respostas que o senhor quer.

1) A adoração da Cruz

Não é só a mídia que utiliza a expressão “adoração da Cruz”. É exatamente este o nome da cerimônia realizada durante a Celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa. Está lá no Missal Romano. Pode conferir.

A confusão se deu porque, certamente, o senhor desconhece a distinção entre culto absoluto e culto relativo. Vamos elucidar sua dúvida.

“A razão pela qual uma pessoa ou uma coisa é objeto de culto pode ser-lhe intrínseca ou extrínseca, anexa ou separada. No primeiro caso, o culto é absoluto; no segundo, relativo.”[1]

Outro canonista nos socorre: “O culto absoluto dirige-se diretamente às pessoas, e o culto relativo é prestado às imagens ou às relíquias, mas em razão das pessoas com as quais elas se relacionam, e é em última análise a estas pessoas que as homenagens se dirigem.”[2]

Assim, o culto dirigido a Deus (adoração, latria) e o culto dirigido aos santos (veneração, dulia) pode ser absoluto ou relativo. Há, pois, adoração absoluta e adoração relativa, e veneração absoluta e veneração relativa. Exemplos: culto prestado a Cristo, em Si (adoração absoluta, pois se dirige à Pessoa divina de Cristo), culto prestado ao Espírito Santo (adoração absoluta), culto prestado ao Pai (adoração absoluta), culto prestado à Eucaristia (adoração absoluta, eis que sob as aparências de pão e vinho está o próprio Jesus), culto prestado ao Sagrado Coração de Jesus, em Si (adoração absoluta, pois há uma união substancial entre Cristo e Seu Coração); culto prestado a Nossa Senhora, em si (veneração absoluta), culto prestado a São José ou qualquer outro santo, em si (veneração absoluta); culto prestado a uma relíquia de um santo ou a uma imagem sua (veneração relativa, uma vez que se dirige apenas indiretamente ao santo e imediatamente tem como destinatário a imagem ou a relíquia, que guardam relação – daí ser veneração relativa – com o santo).

Vimos exemplos de adoração absoluta, de veneração absoluta e de veneração relativa. Já de adoração relativa, é exemplo perfeito, além do culto prestado a uma imagem de Cristo ou do Espírito Santo ou da Trindade (pois é dado à imagem imediatamente, a qual guarda relação com a Pessoa adorada indiretamente), a própria adoração à Cruz pelo senhor mencionada. Não há uma união substancial entre Cristo e a Cruz. Por isso, o culto a ela prestado não pode ser absoluto, eis que se trata de cultuar diretamente a Cruz e indiretamente Cristo que nela morreu para nos salvar. Entre Cristo e a Cruz há uma relação, daí o culto a ela prestado ser relativo. Todavia, não se trata de mera veneração relativa, pois a Deus (ainda que indiretamente, como é o caso), presta-se culto de latria, culto de adoração. Em síntese, adora-se, sim, a Cruz, mas não da mesma forma que adoramos a Eucaristia.


À Eucaristia prestamos adoração absoluta. À Cruz prestamos adoração relativa.

Ainda um comentário adicional. Sua dúvida, caro consulente, nos dá oportunidade de esclarecermos outro ponto. Não é o objeto de sua consulta, porém é interessante avançarmos mais um pouco.

Na maioria das vezes tomamos a palavra “adoração” em seu sentido estrito, como culto tributável somente a Deus, um culto reconhecedor de Sua divindade. Sem embargo, há um sentido lato, mais largo, de pouco uso na Igreja justamente para evitar confusões, e que abarca o que costumeiramente denominamos veneração.

O que se há de compreender bem é que os termos no vernáculo pouco importam. O que interessa é a essência do culto. E nisso, o culto tributado a Deus (adoração em sentido estrito, seja absoluto seja relativo) é essencialmente diverso daquele prestado aos homens (Nossa Senhora, os santos, as pessoas constituídas em dignidade, as autoridades, os pais etc). No culto prestado a Deus (adoração em sentido estrito), reconhecemos Sua divindade, ao passo em que naquele prestado aos homens apenas manifestamos nossa honra e nosso respeito a eles.

Por isso, o grego cunhou dois termos distintos para expressar a diversidade dos cultos: latria e dulia. Latria é o culto à divindade. Prestamos culto de latria a quem reconhecemos como Deus. Já dulia é o culto prestado aos demais, um culto de respeito.

No português, convencionou-se chamar latria de adoração e dulia de veneração. Contudo, os termos não são tão presos, por assim dizer, a um significado único. Embora geralmente expressemos, com a palavra adoração, o conteúdo do culto de latria, aquela mesma palavra (adoração) se presta a significados distintos, mesmo no mundo profano (?adoro esse doce?, por exemplo).

O que importa observar é que damos culto látrico somente a Deus, ainda que, no português, como em outras línguas latinas, utilizemos a palavra adoração para expressar até mesmo a dulia. Não é comum, já o dissemos, em vista de uma possível confusão, mas existe esse uso.

Havia um rito antigo durante a coroação dos Papas que se chamava “adoração do Romano Pontífice”. Ora, evidentemente, não se trata aqui de prestar culto de latria (adoração no sentido estrito) ao Santo Padre, eis que este se deve só a Deus. É mais razoável crer que se trata de adoração no sentido amplo, lato, e que engloba, além da adoração em sentido estrito (latria), também o que usualmente chamamos veneração (dulia).

Urge compreendermos que essa variação lingüística é uma expressão da rica diversidade de um idioma, e muito característica do pensamento católico, o qual sabe conjugar os diferentes matizes e nuances de todas as coisas e seres. Prender-se a formas severamente estritas é mais próprio do espírito protestante, que cerceia os empregos analógicos e a riqueza cultural expressada nas diversas palavras e nos diversos usos de uma mesma palavra. Nisso há manifestação da tendência gnóstica do puritanismo, da qual nossa sociedade não se desfez infelizmente.

Ensina um insigne teólogo jesuíta:

“A adoração designa in genere qualquer ato pelo qual reverenciamos alguém em razão de sua excelência. A adoração, entretanto, é distinta segundo a natureza que constitui seu objeto formal, ou o ato mediante o qual cultuamos aquela excelência (cf. cânon 1255 – nota do VS: o texto refere-se ao Código de 1917).

Se o objeto formal é a excelência de Deus, infinita e imparticipada, tem-se a adoração em sentido pleno e próprio, que se identifica com o culto de latria. Mas, se o objeto é uma excelência finita e participada, tem-se uma adoração em sentido menos próprio, a qual se pode prestar às criaturas. E neste último sentido se identifica com o culto de dulia. Este vocábulo designa, nos teólogos antigos (cf. Santo Tomás de Aquino; S. Th., II-II, q. 103, a. 4), a reverência tributada a qualquer homem em razão de qualquer excelência (...).”[3]

Ou ainda:

“A adoração tomada no sentido mais lato é o ato pelo qual testemunhamos a excelência de um outro e nossa sujeição. Nesse sentido lato, adoração é a mesma coisa que culto. E neste sentido, nas Sagradas Escrituras diz-se que também os anjos e os homens, por exemplo, reis, são adorados (cf. Gn 18,2; III Rs 1,16; At 10,25). Tomada em sentido estrito, adoração é o ato externo de religião pelo qual testemunhamos a suprema excelência e o domínio de Deus e a nossa perfeita dependência e sujeição a Ele. Tal adoração só convém e é devida a Deus (Mt 2,11).”[4]

E mais:

“Em um sentido genérico, a adoração é a honra prestada a outro por causa de sua superior excelência, em protesto de nossa submissão para com Ele. (...) Como se pode distinguir uma tríplice excelência, a saber, a divina, a criada sobrenatural e a criada natural, daí também se distingue uma tríplice adoração: a primeira, que é a da excelência divina, e que se chama latria; a segunda, que é a da excelência criada sobrenatural, que existe nos anjos e santos, e que se chama dulia; a terceira, que é a da excelência criada natural, e que se chama culto civil. Na Escritura Sagrada, não raro se toma a palavra adoração no segundo e no terceiro sentidos. Por exemplo, Abraão adorou os anjos e os filhos de Heth (cf. Gn 23,7); Betsabé adorou o rei Davi (cf. III Rs 1,16). ‘E tendo entrado Pedro, veio-lhe ao encontro Cornélio, e prostrando-se a seus pés, o adorou.’ (At 10,25).”[5]

Resumindo:

a) a adoração no sentido estrito (latria) é devida só a Deus;

b) todo culto, seja adoração, seja veneração, admite uma forma absoluta e uma forma relativa, de modo que adoramos a Deus absolutamente (em Si, na Eucaristia) e relativamente (nas suas imagens, relíquias, na Cruz);

c) além da adoração no sentido estrito, há uma outra, em sentido amplo, que é sinônimo de culto, e abarca, além da adoração propriamente dita (latria), a veneração (dulia).

Acho que, com essa explicação, tudo ficou claro. Passemos ao segundo questionamento.

2) Se por dons do Espírito Santo, o consulente refere-se às manifestações extraordinárias (dom de línguas, curas, profecia etc), não é a Santa Missa o lugar apropriado para seu exercício. A Missa, mais do que uma reunião de oração, é o Santo Sacrifício de Cristo tornado presente diante de nós.

Ora, ao ver Cristo morrendo pela nossa salvação, ao contemplar a Cruz sob os sinais sacramentais, nosso comportamento deve ser um só: imitar a Santíssima Virgem e São João, que, aos pés do Calvário, sofriam com Jesus, uniam seus sacrifícios e dores aos d?Ele, esperavam a Ressurreição.

Claro que Deus concede dons extraordinários. Mas, são extraordinários, como o nome diz, e não são postos em operação como em muitos ambientes, infelizmente, se vê. Hoje, parece que se banalizou os estados místicos, reservados a poucos.

Na Missa, façamos o que está no Missal.

Tomara suas dúvidas tenham sido respondidas.

Ei, católico: se um amigo seu lhe fizesse esta pergunta, você saberia responder? Os católicos dizem que não adoram imagens, por que adoram um objeto, a cruz? (PE. HENRY VARGAS HOLGUÍN)

OS CATÓLICOS FAZEM COM MUITA FÉ








© JEFFREY BRUNO/ALETEIA
Em primeiro lugar, é preciso diferenciar a cruz de Cristo (a real, ainda que esteja espalhada pelo mundo inteiro em pequenas lascas) das cruzes que vemos e tocamos.
Na celebração da Sexta-Feira Santa, de fato, há um momento litúrgico em que os fiéis vão “adorar” a cruz: ajoelham-se diante dela, com uma simples inclinação de cabeça, ou a beijam. Este gesto simboliza a adoração à cruz de Jesus, aquela na qual Ele foi pregado (Suma Teológica III, 25, 4).
O que veneramos não é o objeto, mas a verdadeira cruz de Jesus, que o objeto representa. A cruz de Jesus forma uma unidade com Ele, ao estar impregnada do seu sangue precioso. Não podemos separar Cristo da sua cruz na redenção.
É verdade que a cruz foi um instrumento de tortura, mas também é verdade que, unida ao Corpo de Cristo, ela adquire para nós uma conotação totalmente diferente. A cruz adquire um novo significado pela presença de Jesus nela.
Se não podemos separar Jesus da cruz e da obra redentora, tampouco podemos separar o cristão da cruz. Jesus nos pede que carreguemos nossa cruz, e é por isso que não se pode conceber um cristão sem cruz.
Quando a Igreja nos apresenta a cruz para veneração, o que ela nos propõe é que adoremos Jesus sofredor em sua cruz, esse mesmo Jesus no ato da sua imolação.
Adorar a cruz de Jesus é um gesto inclusive de gratidão, de agradecimento ao Senhor Jesus pelo seu amor extremo, redentor e concreto, não só a favor da humanidade em termos coletivos, mas por cada pessoa, individualmente.
A imagem da cruz, ou até as relíquias da cruz de Jesus não merecem culto por si mesmas, mas somente enquanto relacionadas a Cristo e à adoração que Ele merece de maneira absoluta.
Portanto, nenhum católico adora ou idolatra objetos. A idolatria significa que algo que não é Deus (um ídolo) toma o lugar de Deus. Os católicos só adoram o próprio Deus. A cruz remete a Deus, e é a Deus que adoramos, não a cruz em si.
O católico sabe muito bem que a idolatria é um pecado grave, pois isso significa negar o caráter único de Deus, para atribuí-lo a pessoas ou coisas criadas. Católicos não fazem isso. Na idolatria, a pessoa compara (dá o mesmo peso e importância) a criatura com seu Criador, e esta comparação, sob qualquer ponto de vista, é inaceitável.

NÃO É CONVERSA FIADA E NEM MONTAGEM. O PAPA FRANCISCO NO RITO MISSA DO LAVA PÉS, ELE LAVOU OS PÉS DE 12 INTEGRANTES DE RELIGIÕES DIFERENTES. ISSO MOSTRA PORQUE O PAPA ESTÁ CONQUISTANDO OS SEUS MAIS ALTOS ÍNDICES DE APROVAÇÃO PELA SUA VOCAÇÃO. E NÃO SÃO SÓ OS CATÓLICOS ELE TEM 54% DE APROVAÇÃO PELOS EVANGÉLICOS. ASSISTA OS VÍDEOS E TIRE SUAS CONCLUSÕES.

Papa Francisco \ Celebrações

Papa lava os pés de refugiados: somos todos filhos do mesmo Pai!


Refugiado teve os pés lavados pelo Papa - RV
24/03/2016 17:41

Castelnuovo di Porto (RV) – O Papa deixou o Vaticano na tarde desta Quinta-feira Santa para ir até o norte de Roma onde, na presença de mais de 800 requerentes de asilo, celebrou a Missa da Ceia do Senhor com o Rito do Lava-pés.
A pequena cidade de Castelnuovo di Porto abriga os refugiados que chegam à Itália e permanecem no Centro de Acolhida até obter os documentos para viver legalmente no país.
 
Em sua homilia feita sem texto preparado, Francisco falou de dois gestos: Jesus que lava os pés aos seus discípulos e Judas que, por 30 moedas, entrega Jesus aos inimigos. "Também hoje aqui existem dois gestos", destacou o Papa:
Integração
“Este: todos nós, juntos, muçulmanos, hindus, católicos, coptas, evangélicos, mas irmãos, filhos do mesmo Deus, que queremos viver em paz, integrados”.
Ao lembrar os atentados terroristas em Bruxelas – “um gesto de guerra, de destruição”, – Francisco recordou que por trás dos camicazes haviam outros interesses:
“Atrás daquele de gesto estão os traficantes de armas que querem o sangue, não a paz, que querem a guerra, não a fraternidade”.
Para contrastar o terrorismo, Francisco citou a reunião de todos – “de diversas religiões, diversas culturas, filhos do mesmo Pai” – para celebrar a Ceia do Senhor contra “aqueles que compram as armas para destruir a fraternidade”. Neste ponto, o Papa recordou as dificuldades enfrentadas pelos refugiados:
Coração aberto
“Este é o gesto que eu faço com vocês: cada um de nós tem uma história, cada um de vocês tem uma história, tantas cruzes e dores, mas também um coração aberto que quer a fraternidade”.
Antes de passar ao Rito do Lava-pés, Francisco pediu que cada um, na sua língua, “rezasse ao Senhor para que esta fraternidade se espalhe pelo mundo”:
“Para que não existam as 30 moedas para matar o irmão, para que sempre exista a fraternidade e a bondade. Assim seja!”, concluiu o Pontífice. (rb)

    terça-feira, 22 de março de 2016

    TÁ EXPLICADO O MOTIVO DE TANTA DEFESA POR PARTE DE MORO É QUE O MORO É DA FAMILIA. A esposa de Sergio Moro, Juiz responsável pela Operação Lava Jato, assessorou vice-governador do PSDB. Além da esposa, irmão do Juiz, Cesar Moro, não esconde simpatia pelos tucanos nas redes sociais


    Rosângela Wolff de Quadros Moro
    Rosângela Wolff de Quadros Moro, esposa do Juiz da Operação Lava Jato e assessora do PSDB (reprodução)
    Fabiano Portilho, JornalI9
    O nome de Rosângela Wolff de Quadros Moro passaria despercebido se não fosse por um detalhe: o sobrenome “Moro”. Rosângela é esposa de Sérgio Fernando Moro, o Juiz responsável pela Operação Lava Jato, apontado por diversos juristas de nome e renome como o “Rei dos Vazamentos” mas só quando os depoimentos citam alguém do PT e PMDB.
    A senhora Moro é assessora jurídica de Flávio José Arns, Vice do Governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Flávio Arns é Sobrinho de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns. Zilda é fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Dom Evaristo, arcebispo-emérito de São Paulo. O Vice-Governador do Paraná Iniciou a carreira política quando se candidatou a deputado federal pelo PSDB, logrando êxito, e sendo reeleito por três vezes seguidas. Em 2001, deixou o PSDB e filiou-se ao PT. Em 2002, foi eleito senador, e em 2006 concorreu ao governo do Paraná, obtendo o terceiro lugar com 9,3% dos votos.
    Em 19 de agosto de 2009, anunciou que se desligaria do PT, por não concordar com a maneira como o partido tratou as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Arns voltou, em 2009, junto com o senador Expedito Júnior (PR-RO), para o PSDB. Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada por Beto Richa, chapa esta vitoriosa no pleito de 3 de outubro de 2010, em primeiro turno.
    Flavio Arns é conhecido por defender os direitos dos deficientes físicos e mentais, em especial dos autistas, foi defendendo essa bandeira que conheceu Rosângela Moro, que logo depois assumiu como Procuradora Jurídica das APAEs no Paraná. A senhora Moro chega a representar em Comissão na Câmara Federal, o Vice de Beto Richa (PSDB).
    Rosângela Moro faz parte do escritório de Advocacia Zucolotto Associados em Maringá. O escritório defende várias empresas do Ramo do Petróleo, como: INGRAX com sede no Rio de Janeiro, Helix da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. Aproximadamente 22.000 funcionários da Shell trabalham nos Estados Unidos. A sede no país está localizada em Houston, Texas.
    Além das empresas do Ramo de Petróleo, o escritório presta serviços para empresas de Farmácias e Clínicas Médicas. Uma em especial chamou a atenção, tirando as empresas do ramo de Petróleo. A Paranaense Perkons, empresa investigada pelo MPF por comandar a Máfia dos Radares no Sul do país, e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
    sergiomoro4
    O elo de Rosângela Moro com o PSDB é tão visível que ela acompanha todos os trabalhos de Eduardo Barbosa de Minas Gerais, Vice-Líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na Câmara dos Deputados, chegando a segui-lo na Rede Social. Assim como a senhora Moro, EB presidiu a Federação das Apaes de Minas Gerais, foi também Presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).
    Nas redes sociais, Rosângela nega envolvimento com o PSDB:
    Atenção tuiteiros. Não sou, nunca fui advogada de partido político algum, seja do pt, psdb, pdt, pqp. Tampouco sou filiada a partido politico. Não sou, nunca fui advogada de qualquer político. Fui, em meados de 2009-2010, advogada da uma massa falida na área trabalhista, cujos síndicos, aliás, me passaram o calote, nunca pagaram os honorários, razão pela qual pedi renúncia em TODOS os processos.
    sergiomoro3
    Irmão do Juiz
    Sérgio Fernando Moro tem um irmão que além de ser maratonista e Diretor executivo na empresa Iadtec Soluções em Tecnologia, é um dos que pregam o ódio ao PT, veja.
    sergiomoro2
    Coração Tucano da Família
    O slogan Taca-lhe pau ficou conhecido em todo o País, como “Grito de Guerra Tucano”, como “Taca-lhe Pau Aécio”….
    sergiomoro1
    Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook